Nem toda empresa está pronta para conduzir suas próprias operações de comércio exterior. E isso não é um problema — é uma realidade que o mercado já solucionou. O modelo de trading e importação por conta e ordem de terceiros existe exatamente para isso: permitir que empresas importem ou exportem sem precisar ter um departamento de comércio exterior estruturado nem lidar diretamente com toda a burocracia aduaneira.
Portanto, neste artigo, a Rio Port explica como esse modelo funciona, em quais situações ele é a melhor escolha e o que sua empresa precisa saber antes de contratar uma trading company.
O que é uma trading company no comércio exterior
Uma trading company é uma empresa especializada em intermediar operações de comércio internacional. Ela atua entre o comprador ou vendedor nacional e o parceiro estrangeiro, assumindo a responsabilidade operacional, legal e aduaneira da transação.
No Brasil, as trading companies podem operar em dois modelos principais: como importadora ou exportadora por conta e ordem de terceiros, ou como importadora por encomenda. Cada modalidade tem características e responsabilidades distintas — e a escolha correta impacta diretamente o custo tributário e a responsabilidade jurídica da operação. A Receita Federal estabelece regras claras para cada uma delas, e o enquadramento incorreto pode gerar autuações fiscais graves. Por isso, a orientação de um especialista é indispensável desde o início.
O que é importação por conta e ordem de terceiros
Na importação por conta e ordem de terceiros, a trading company importa em seu próprio nome, mas por conta e às expensas de outra empresa — o adquirente. Quem paga a mercadoria, assume os riscos comerciais e é o verdadeiro destinatário do produto é o adquirente. A trading, por sua vez, é prestadora de serviços: sua função principal é promover o despacho aduaneiro.
Na prática, o processo segue este fluxo: o adquirente negocia e adquire a mercadoria no exterior com seus próprios recursos e contrata a trading para conduzir a importação. A trading realiza o despacho aduaneiro, cuida da logística e do pagamento dos tributos — sempre vinculada ao adquirente no Portal Único do Siscomex. Após o desembaraço, emite nota fiscal de entrada com os valores aduaneiros e fatura seus honorários separadamente.
Essa modalidade é regulamentada pela IN RFB nº 1.861/2018, atualizada pela IN RFB nº 2.101/2022, que consolidou os conceitos de importação indireta e reforçou os requisitos de identificação e vinculação das partes no Portal Único Siscomex. Um ponto crítico que merece atenção: tanto a trading quanto o adquirente precisam estar habilitados no RADAR perante a Receita Federal — a habilitação não é exigida apenas da trading, como se poderia supor. Essa exigência vale para pessoas jurídicas; pessoas físicas adquirentes têm regras específicas previstas na Portaria Coana nº 89/2022.
Diferença entre conta e ordem e importação por encomenda
As duas modalidades são frequentemente confundidas, mas têm diferenças jurídicas e tributárias importantes. Na importação por encomenda, a trading importa a mercadoria com recursos próprios e a revende ao encomendante — assumindo o risco comercial da operação. A relação entre as partes é de compra e venda, posterior à importação. Na importação por conta e ordem, os recursos são sempre do adquirente desde o início, e a trading age apenas como prestadora de serviços de despacho.
A principal implicação prática está na tributação: na importação por encomenda, a saída da mercadoria da trading para o cliente configura uma operação de revenda, com incidência de ICMS. Na conta e ordem, o adquirente já é tratado como importador para fins fiscais, o que pode gerar tratamentos tributários distintos conforme o estado e o produto. Nossa equipe de consultoria processual analisa qual modalidade é mais vantajosa para cada perfil de operação.
O que é exportação por conta e ordem de terceiros
O modelo de exportação por conta e ordem funciona de forma análoga ao da importação. Nesse caso, a trading company conduz a exportação em nome do fabricante ou produtor brasileiro, que não precisa ter estrutura de comércio exterior própria para operar internacionalmente.
O exportador real permanece identificado na operação — inclusive para fins de aproveitamento dos benefícios fiscais, como a desoneração de ICMS, IPI, PIS e Cofins sobre a receita de exportação. Portanto, a trading operacionaliza sem absorver os incentivos que pertencem ao produtor.
Essa modalidade é especialmente útil para pequenos e médios fabricantes com produto competitivo no exterior mas sem capacidade operacional para conduzir a exportação de forma autônoma.
Quando vale a pena recorrer a uma trading company
A resposta depende do perfil da empresa e do estágio de internacionalização em que ela se encontra. Há, porém, situações em que essa escolha é claramente vantajosa.
Operações pontuais ou de baixo volume
Manter uma estrutura interna de comércio exterior tem custo fixo considerável: salários de especialistas, sistemas, assinaturas junto a câmaras de comércio e despachantes, entre outros. Para empresas com operações pontuais ou de volume ainda baixo, terceirizar via trading costuma ser mais econômico do que estruturar um departamento próprio — e elimina a curva de aprendizado da legislação aduaneira.
Empresas que querem terceirizar o comércio exterior
Mesmo empresas de médio porte, com operações regulares, às vezes optam por terceirizar completamente o comércio exterior para focar no core business. Conforme descrito no site da Rio Port, a empresa oferece exatamente esse modelo: conduzir a importação ou exportação em nome do cliente com total segurança técnica e transparência operacional, permitindo ao contratante se dedicar ao que faz de melhor.
Quais são os riscos e como mitigá-los
Toda operação de comércio exterior envolve riscos — e o modelo de trading não é exceção. O principal deles é o enquadramento equivocado da modalidade: confundir conta e ordem com importação por encomenda pode gerar autuações fiscais severas, inclusive com risco de perdimento da mercadoria quando caracterizada ocultação do real adquirente — hipótese que a Receita Federal tem monitorado com crescente rigor desde as atualizações da IN 2.101/2022.
Além disso, há o risco cambial: a trading opera em moeda estrangeira, e flutuações entre a data do contrato e o pagamento podem impactar o custo final da operação. O risco documental também é relevante — erros na documentação geram retenção de carga e multas. Por fim, o risco de conformidade envolve garantir que o produto atenda às normas do país de destino ou de origem, sob pena de devolução ou apreensão da mercadoria.
Na Rio Port, todos esses riscos são gerenciados de forma integrada. O departamento de despachos aduaneiros e a logística integrada trabalham de forma coordenada para garantir que cada operação seja conduzida sem surpresas.
Como a Rio Port opera
Fundada em 2001, a Rio Port presta serviços de trading para empresas de todos os portes e setores. A atuação cobre três frentes principais. Na importação por conta e ordem, a Rio Port conduz toda a operação em nome do adquirente, da negociação com o fornecedor estrangeiro até a entrega no destino nacional.
Na exportação por conta e ordem, atua como intermediário legal, permitindo que o fabricante aproveite os benefícios fiscais da exportação sem precisar de estrutura própria. Na importação por encomenda, quando essa modalidade for mais adequada ao perfil do cliente, a Rio Port adquire a mercadoria com recursos próprios e a revende ao encomendante.
O modelo de atendimento é baseado em total transparência: conforme destacado no site da própria Rio Port, os clientes têm acesso completo a tratativas, documentos e custos em todo o processo. Para empresas que desejam crescer além das operações pontuais, a consultoria em negócios internacionais inclui prospecção de fornecedores no exterior e o desenvolvimento do departamento de comércio exterior interno.
FAQ — perguntas frequentes sobre trading e importação por conta e ordem
A minha empresa precisa estar habilitada no RADAR para importar por conta e ordem? Sim, se for pessoa jurídica. Conforme a IN RFB nº 1.861/2018 e a Portaria Coana nº 25/2019, tanto a trading quanto o adquirente precisam estar habilitados no RADAR para operar no Siscomex. A exceção se aplica a pessoas físicas adquirentes, que têm regras específicas desde a Portaria Coana nº 89/2022. Por isso, antes de contratar uma trading, é importante verificar e regularizar a situação da sua empresa perante a Receita Federal.
Quem paga os impostos de importação na modalidade conta e ordem? O adquirente. Embora a trading realize o despacho aduaneiro, os tributos são devidos em nome do adquirente, que deve repassar os recursos necessários à trading antes ou durante a operação. Ambos respondem solidariamente pelas obrigações tributárias da operação.
Posso usar a importação por conta e ordem para comprar qualquer tipo de produto? Em geral, sim. Contudo, produtos sujeitos a controle especial — como medicamentos, armas e produtos químicos controlados — exigem licenças e anuências de órgãos como Anvisa, Exército e outros, independentemente da modalidade de importação utilizada.
Qual é a vantagem fiscal de exportar por conta e ordem em vez de exportar diretamente? O exportador real mantém o direito aos benefícios fiscais da exportação — como a desoneração de ICMS, IPI, PIS e Cofins — mesmo sem realizar o despacho diretamente. A trading operacionaliza a exportação sem absorver esses incentivos, que permanecem com o produtor.
Como escolher uma boa trading company? Os principais critérios são o tempo de experiência no mercado, a qualificação técnica da equipe, a transparência no acesso a documentos e custos, e a capacidade de integrar despacho aduaneiro, logística e consultoria em um único serviço. Referências verificáveis de outros clientes são um indicador confiável de qualidade e confiança.
Terceirize com inteligência e foque no que você faz de melhor
O modelo de trading e importação por conta e ordem não é um atalho — é uma estratégia inteligente para empresas que querem operar no comércio exterior sem abrir mão de foco, eficiência e segurança jurídica. Quando bem escolhido, esse modelo reduz custos, elimina riscos operacionais e abre portas para o mercado internacional com mais agilidade.
A Rio Port tem a estrutura, a experiência e o compromisso para ser esse parceiro. Entre em contato com nossa equipe e descubra como podemos conduzir suas operações de importação ou exportação com total transparência e resultado.